A Benetton é uma marca reconhecida
em vários países, o que a torna conceituada a nível mundial, através da sua
irreverencia e originalidade das suas publicidades.
A marca chama a atenção do
consumidor não só pelo vestuário mas também pela criatividade e sensibilidade
que a imagem nos transmite, temos por exemplo a junção de raças. Pois ao
observarmos a imagem não existe qualquer alusão à roupa, vemos para além do
produto.
- Diferenciação
UNITED COLORS OF BENETTON, como o próprio nome refere as
cores continuam a ser o ponto forte de diferenciação da marca.
- Em Síntese:
Tem audácia de pegar em factos
polémicos e escolher pessoas conhecidas a nível mundial e com diferentes
culturas, religiões e cores para cativar a atenção dos consumidores, como por
exemplo em 2011 a empresa causou polémica após divulgar fotos com presidentes a
beijarem-se incluindo uma do Papa Bento XVI.
Com a Benetton não
compramos apenas roupa mas também EMOÇÕES!
SEGMENTAÇÃO: Por exemplo a Peugeot fabrica carros das três
gamas:
- O Peugeot 508 RXH, de uma gama mais alta para pessoas com
altos rendimentos;
- O Peugeot 308, de uma gama média para pessoas com
rendimentos médios;
- O Peugeot 107 de uma gama baixa para rendimentos mais
pequenos.
Neste caso o critério utilizado para dividir o mercado é o rendimento, uma vez que
estamos perante uma segmentação por preços.
POSICIONAMENTO: A imagem na mente do consumidor; por exemplo a Smart posicionou-se no mercado automóvel como sendo um veículo prático, e fácil de estacionar.
DIFERENCIAÇÃO: É a distinção de um produto ou serviço dos seus concorrentes. - A BMW é um exemplo de diferenciação pela qualidade de desempenho, é um carro caro? Sim, mas tem um desempenho superior; o desempenho aumenta o preço, por isso é que um carro de fórmula 1 é mais caro que um BMW. A concorrência pode apresentar um carro com preço inferior, mas o seu desempenho também o será.
- Já a Volvo diferencia-se pela confiabilidade, pois o seu nome é quase como sinónimo de segurança, a Volvo fabrica os veículos mais seguros e confiáveis do mundo.
A aprendizagem é essencial para o processo do consumo. De
facto, o comportamento do consumidor é, em grande parte, aprendido. Através da
aprendizagem adquirimos a maioria das nossas atitudes, valores, gostos,
condutas, preferências, significados simbólicos e sentimentos.
Os indivíduos atuam a partir de conhecimentos adquiridos e
não necessariamente a partir de cálculos específicos em cada situação. Quer
dizer, o indivíduo compra os produtos que conhece e que anteriormente lhe
proporcionaram bons resultados. Com o qual será muito difícil arriscar-se a
comprar uma marca nova ou desconhecida, apesar de existir uma probabilidade de
esta ser melhor do que aquela que é habitualmente usada ou mais barata.
Ilustro o
meu trabalho com o filme “ o que as
mulheres querem”, em que podemos perceber algumas técnicas essenciais de Marketing .
Segmentação é uma das técnicas Marketing mais
evidente no filme, isto é, divisão do mercado em pequenos grupos derivado do reconhecimento
das necessidades do consumidor, minimizando assim gastos desnecessários.
No filme
a segmentação é feita através de uma característica Demográfica Este critério segmenta os
consumidores de acordo com variáveis como: Idade, rendimento, sexo, ocupação,
entre outros.
Um dos propósitos, é chegar perto do público-alvo
colocando-se no lugar deles. Para tal recorreu a pesquisa de mercado.
Satisfazer
os anseios do consumidor e oferecer bens que satisfaçam essas necessidades, motiva
o cliente a comprar, traduzindo lucro para empresa é meta de qualquer empresa
que quer ter crescimento sustentado.
Este
significativo e exemplar estudo de caso “O que as mulheres querem” permite-nos
interpretar as mensagens e transformar em conhecimento.
O filme
requer de nós: uma interligação entre cultura organizacional, estratégias de
mercado e o comportamento dos clientes/consumidores.
Em conformidade com o filme a excelência alcança-se com líderes com visão,
competentes e que inspirem confiança.
GRUPO 15
Marketing Olfativo
"Cheiro a pão quente ou a chocolate pode ajudar muito nas vendas"
Com as técnicas conhecidas de Marketing cada vez mais exploradas, o olfato tem vindo a aparecer como nova arma para conquistar mercados. Procura-se agora criar uma estratégia de Marketing
multi-sensorial.
O
Marketing Olfativo é um recurso que as empresas utilizam para criar
empatia entre os seus clientes, transformando o seu espaço num ambiente único.
Para
explorar o nosso sentido mais fiel, o olfato, o Marketing Olfativo é uma
ferramenta de marketing que tem sido utilizada em países Europeus, nos EUAe em alguns países Asiáticos como o Japão e
Coreia. Estes
países foram pioneiros em pesquisas com fragrâncias e registaram resultados
surpreendentes, o que incentivou a sua utilização como recurso de atração e
fidelização de clientes. Cada vez mais as empresas têm associado as suas marcas
a fragrâncias.
O Marketing Olfativo não se limita apenas à criação de aromas próprios nos pontos de venda, mas sim
à criação de um "logótipo olfativo", uma marca olfativa e uma
identidade nova que exprime o espírito da sua marca.
Como podemos verificar no vídeo publicado, a empresa usou o Marketing Olfativo para influenciar o comportamento dos consumidores, proporcionando-lhes um ambiente mais agradável e uma sensação de bem-estar através da difusão de fragrâncias colocadas nas condutas do ar condicionado.
"Quanto maior a felicidade, maior a probabilidade de comprar"
Exemplos de
sucesso:
"A
Nike testou o mesmo modelo de ténis, colocando-o em duas salas com a mesma
ambientação, porém uma com fragrância floral mista e outra neutra. Resultado:
84 por cento das pessoas disseram ter gostado mais do calçado da sala
perfumada. Os estudos mostraram que os cheiros de baunilha e lavanda são
eficientes contra insónia e o cheiro de maçã verde, contra a enxaqueca.
No
Casino do Hotel Hilton, de Las Vegas, a equipa do Smell Institut observou a
quantidade de dinheiro apostado em três áreas diferentes, durante três
fins-de-semana e constatou que com a introdução da fragrância certa, de aroma
estimulante de confiança, as apostas cresceram 45,1 por cento e quando
aumentada a intensidade da fragrância, 53 por cento."
Fonte:
Diário
de Notícias
"Empresa de design de perfumes registou em 2009 crescimento brutal na área do marketing olfativo
A empresa de design de perfumes "i-sensis" produziu em 2009 mais de 1100 litros de fragrâncias que aplicou em 25 referências novas e 28 mil produtos, entre os quais vários artigos de marketing olfativo para diferentes setores.
Vera Mata, uma das fundadoras da empresa com sede em S. João da Madeira, afirma que "essa área do marketing registou um crescimento brutal em 2009", manifestando-se numa maior oferta de cartões de visita perfumados, catálogos aromatizados e espaços ambientados com fragrâncias próprias.
O desenvolvimento de logótipos aromáticos para espaços comerciais e culturais explica, aliás, o aumento de 20 por cento que a i-sensis registou no seu volume de negócios, que passou de 100 mil euros em 2008 para 120 mil em 2009, devendo fixar-se nos 150 mil até ao final deste ano."
Fonte: Jornal de Notícias (publicado a 2010-04-09)
O sucesso da Red Bull
explica-se por um excelente investimento em marketing. No entanto também reside
na capacidade do seu criador entender o poder revolucionário de uma marca por
si só.
A Red Bull nunca investiu em
campanhas que tentem vender o seu produto como algo saudável, ou outra qualquer
qualidade física. Preocupa-se em fortalecer a sua marca, independentemente do
produto que vende.
Parece simples, mas não é!
Focam-se na produção e
patrocínio de eventos de alta divulgação global, fomentando-se nomeadamente em
desportos radicais, por vezes inovadores provocando noticias, informação e
sensações na sociedade.
Um exemplo de um evento foi
o salto da estratosfera realizado pelo austríaco Felix Baumgartner, em Outubro
de 2012, que fixou online mais de 7,5 milhões de utilizadores.
Estes meios de comunicação e
publicidade acabam, por vender não uma bebida, mas sim um estado de espírito,
uma necessidade e desejo pelo radical, pela adrenalina, pela emoção e pela
quebra do impossível.
Um público que não está
preocupado com a saúde nem mesmo com as consequências daquilo que fazem e consomem.
A Red Bull é um exemplo de grande
investimento com marketing estratégico, focado essencialmente no impacto de envolvimento
da sociedade em eventos produzidos, mesmo com a própria divulgação, transformada
quase sempre em notícia, obrigatória nos espaços informativos, despertando
curiosidade a cada momento que se atinge mais além, o limite!
O consumo colaborativo
caracteriza-se por ser uma prática comercial que não envolve transacções de
dinheiro entre as partes envolventes, uma vez que são feitas trocas de um
bem ou serviço por outro.
Rachel Botsman refere que ” o
consumo colaborativo, é um fenómeno que se tem intensificado: uma difusão de
trocas, partilhas, empréstimos, comércio, aluguer… ; É reinventar não apenas o
que consumir, mas como se consome”
As ideias principais do consumo
colaborativo é que tem em consideração assuntos e movimentos do início do
século XXI , como por exemplo, novas medidas sociais consequentes do
aparecimento da Internet e do relacionamento em rede; preocupação com
o meio ambiente e valorização de hábitos mais sustentáveis; recentes crises
económicas de impacto global.
Actualmente está mais
direccionado com a preocupação com o meio ambiente, na medida em que há uma
preferência por modos mais sustentáveis, que reflictam sobre
as necessidades do consumidor sem acarretar tanto impacto sobre o meio
ambiente pois irão ser
gastos menos recursos para a elaboração dos bens.
Com esta nova prática comercial,
pretende-se ter um acesso a uma maior gama de produtos sem que haja o
carecimento de aumentar a produção dos mesmos, assim estes, são
compartilhados, reutilizados, e pertencem não apenas a um indivíduo (imagem 1) mas sim a uma comunidade (imagem 2).
Imagem 1 - Consumo individual
Imagem 2 - Consumo em Comunidade
A vantagem do consumo
colaborativo, é que não traz apenas ganhos à economia, mas também é responsável
por alterações na orientação dos negócios e posicionamento das
empresas.
Assim com este novo contexto, o
marketing não está tão focalizado no produto, mas no que ele revela para o
consumidor e em quais práticas que ele pode proporcionar.
No futuro, as empresas terão que
adaptar a sua estratégia de marketing a este novo tipo de consumo uma vez que,
e para determinados bens, as pessoas irão preferir trocar um bem por outro
para pouparem nos seus gastos do dia-a-dia e para rentabilizarem determinado
produto.
Em virtude do que foi
mencionado, somos levados a acreditar que o consumo colaborativo vai continuar
a desenvolver-se e aos poucos, será a preferência da maior parte dos
consumidores.
Deste modo, o consumo
colaborativo contribui para que se compreenda as novas formas de consumo, que
por sua vez é diferente do consumo tradicional que se baseava na
compra.
Em Portugal já se verificaram os primeiros passos para a realização o
consumo colaborativo como é o caso da RedeBarter: