sexta-feira, 12 de abril de 2013

Marketing no Turismo



A partir da década de 50 do sec. XX introduziu-se o novo conceito de marketing na comercialização do turismo. Este novo conceito surge a partir da entrada de uma série de empresas no negócio turístico. A introdução de novas técnicas de marketing no turismo faz surgir na Europa Ocidental o conceito de produto turístico e o consequente desenvolvimento mundial do turismo, o qual, atinge seu auge no início da década de 70.
Diversos métodos e procedimentos podem levar a um aperfeiçoamento do sector turístico. Estes métodos podem, igualmente, ser aplicados em agências de viagens e turismo.
Tais procedimentos envolvem, basicamente, técnicas de marketing.
O objetivo principal para o uso destas técnicas é o de conhecer as necessidades do cliente e, deste modo, oferecer produtos que atendam a suas expectativas.
A razão principal que apoia a elaboração de planos de marketing é prever as ações da empresa face à concorrência, com o objetivo de apresentar alternativas válidas a todo momento.
O produto compõe-se de duas variáveis ou elementos: uma parte tangível e outra intangível.
A parte tangível constitui o produto em si, tal como é oferecido e a parte intangível está vinculada diretamente à perceção que os consumidores têm dos produtos.
No produto turístico predomina a variável intangível tornando-se difícil defini-lo.
O produto turístico é normalmente composto por uma variedade de produtos e serviços.
Pode-se considerar alguns tipos de elementos que combinados de forma correta dão valor ao produto turístico global:

• Recursos turísticos: monumentos, praias, rios, montanhas, artesanato, etc.
• Infraestruturas e instalações privadas básicas: transporte aéreo, terrestre e marítimo, alojamentos em geral.
• Elementos complementares: restaurantes, teatros, enotecas, casinos, etc.
As agências de viagens, como empresas intermediárias, são as distribuidoras por excelência do produto turístico.

São distribuidores excecionais pois não encarecem o produto, podem até torná-lo mais barato ao conseguirem tarifas especiais. Atualmente, a concorrência obriga à manutenção de uma política de preços baixos para a maioria das agências, reduzindo-se assim as margens de lucro. Em geral, as agências pretendem cobrir custos de forma global, compensando uns produtos com outros e umas temporadas com outras.



A publicidade é um instrumento amplo que inclui diferentes suportes para difundir um produto.

A Televisão:
Agência Abreu no Só Visto da RTP



As redes sociais:



Pagina na Internet:


A sua utilização é imprescindível num mundo de imagem como o atual. Os objetivos principais são: chamar a atenção, despertar interesse, provocar o desejo de compra e provocar a ação.
Uma ferramenta promocional também muito importante são as feiras turísticas, que além da comercialização de produtos e serviços, servem como elementos de comunicação para as empresas do sector.


 




Grupo 15

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Meras Crianças ou ... Meio de Publicidade “mais rápido”?

Todos nós sabemos que as crianças têm direitos, um deles, tal como enuncia a Declaração Universal dos Direitos das Crianças é: “ Direito a ser protegido contra o abandono e a exploração no trabalho - Não se deverá permitir que a criança trabalhe antes de uma idade mínima adequada; em caso algum será permitido que a criança se dedique, ou a ela se imponha, qualquer ocupação ou emprego (…).”

 

Mas ultimamente temos assistido a inúmeros anúncios em que as crianças são utilizadas como formas de publicidade. Isso não é trabalho infantil?
O código da publicidade estipula que: “os menores só podem ser intervenientes principais nas mensagens publicitárias em que se verifique existir uma relação directa entre eles e o produto ou serviço veiculado”.
O certo é que, tal como disse Paulo Morais na Rádio Renascença: “as campanhas publicitárias que recorrem à imagem de crianças para vender produtos que nada têm de infantil ou juvenil são recorrentes em Portugal. Recorrentes e ilegais.”
É possível verificar a existência de anúncios da Coca-cola, do Continente, da EDP  e do Intermarché com crianças, sendo que apenas o do Continente se destina a brinquedos e, portanto, seja, pelas normas do código da publicidade, legal. Mas é mesmo?
 


Verifica-se aqui a existência de um contra-senso entre os direitos das crianças e o código de publicidade. Se as crianças não podem trabalhar sem ter uma idade mínima e se não podem ter um emprego ou uma ocupação, um anúncio que se dirija a elas deixa de ser trabalho? Deixa de ser uma ocupação? Não será tudo isto gerido com base em interesses?


Porque se já existiram denúncias e processos, sendo o mais recente a um anúncio a umas férias no Algarve, porque é que a EDP, por exemplo, nunca foi processada, se o seu anúncio já é bastante conhecido? Porque é um monopólio? Porque não convém?
Crianças, é de crianças que falamos e são elas que devem ser protegidas. Não pode, simplesmente, usar-se tudo em prol de um objectivo, neste caso, vendas e prestações de serviços.



Qualquer um de nós, ao assistir a uma publicidade em que existam crianças damos outra atenção a essa mesma publicidade. Porque acabamos por derreter-nos com essa imagem. As crianças estão então, a significar para as empresas, um meio de publicidade, uma forma de chegar aos consumidores, mais rápido. 
A que custo querem as empresas chegar aos consumidores? Até que ponto o nosso Governo vai continuar a permitir que se faça tudo para tentar recuperar a economia do país? Estamos nós na Era do vale tudo?






Fontes:




Grupo 4