quinta-feira, 2 de maio de 2013

Marketing Relacional


“Você pode ter centenas, milhares ou mesmo milhões de clientes.
Mas deve tratar cada um como se fosse único”

Segundo Kotler "Marketing relacional é a ciência e a arte de conquistar e manter clientes e desenvolver relacionamentos lucrativos com eles"

O marketing relacional é a resposta a uma necessidade cada vez maior das empresas em satisfazerem as necessidades dos clientes que cada vez mais têm mais informação e se tornam mais exigentes. O conceito não é novo, pois os pequenos negócios como as mercearias de bairro já o praticavam com os seus clientes (o merceeiro conhecia todos os seus clientes individualmente, sabia quais as necessidades de cada um e conseguia adquar os seus produtos à sua clientela habitual), contudo foi o desenvolvimento das tecnologias que permitiu às grandes empresas com uma carteira de clientes maior, conhecer o comportamento e atitude dos seus clientes e proporcionar-lhe uma experiência individualizada com a empresa ou a marca.

Kotler e Armstrong (2007), apresentam 5 níveis de relacionamento com o cliente:
Básico - O vendedor vende o produto, mas não faz qualquer acompanhamento posterior;
Reativo - O vendedor vende o produto e incentiva os clientes a ligarem sempre que tiverem algum problema ou dúvida;
Confiável - O vendedor liga para o cliente após a venda para verificar se o produto satisfez as suas expectativas ou se houve deceções; pede sugestões para melhorar o produto, o que ajudará a empresa a aperfeiçoar continuamente as suas ofertas;
Proactivo - O vendedor ou outra pessoa da empresa liga para o cliente várias vezes com sugestões para usar melhor o produto ou para oferecer novos produtos;
 
Parceria - A empresa trabalha continuamente com o cliente para identificar meios de oferecer melhor valor.

Ao lado do Marketing Relacional, temos o One-to-One e o Customer Relationship Management (CRM); apesar dos nomes serem diferentes traduzem o mesmo. 

O Marketing One-to-One é um diálogo único que ocorre entre a empresa e o cliente individualmente. O diálogo serve para identificar as necessidades especificas do cliente e adequar os seus produtos ou serviços a essas necessidades, baseando-se na informação sobre as preferências e compras desse cliente especifico que esta na base de dados.

Exemplo:

O site Amazon utiliza o histórico de navegação de cada cliente para melhorar o seu negócio e, além da saudação a cada entrada no site há uma adaptação da homepage em relação aos gostos pessoais.

O CRM é uma estratégia de negócio, uma atitude perante empregados e clientes, apoiada por determinados processos e sistemas em que o objectivo consiste em construir relações duradouras através da compreensão das necessidades e preferências individuais, de forma a acrescentar valor à empresa e ao cliente. Depois de identificar quem são os clientes, de os diferenciar consoante as suas necessidades e de com eles interagir, há que utilizar toda esta informação para personalizar a oferta em função de cada cliente.

Exemplo:

A cadeia de supermercados britânica Tesco, conta com 586 lojas no Reino Unido e mais 196 na Europa; tem, na sua história, mais de 75 anos de inovação: nos anos 50 foi pioneira no Reino Unido no conceito de self-service, tendo introduzido, em 1968, 70 mil lojas em self-service.
Em 1990 a empresa decidiu cativar compradores online. Do seu modelo de negócio fazia parte a possibilidade de as lojas já existentes efetuarem entregas e encomendas de artigos adquiridos online, deforma a satisfazer os clientes que pedissem uma destas duas vias.
Para além disso esta empresa construiu um programa de fidelização baseado num cartão, o qual permitia a recolha de dados dos seus clientes. Em 1996, este programa fazia, por dia, o tracking de 200 milhões de compras. Com esta enorme base de dados, esta empresa pôde criar 5 mil segmentos de clientes com necessidades distintas. Quando se efetuavam ações de marketing, cada um destes segmentos recebia cupões personalizados e adequados às suas necessidades. A taxa de resposta a estes cupões era de 30 por cento.
Contudo, a estratégia desta empresa não se fica por aqui. Na internet esta empresa disponibiliza mais de 20 mil produtos. As encomendas efetuadas até às quatro da tarde são entregues no dia seguinte e a empresa guarda um registo das listas de compras dos seus clientes para lhes poder lembrar caso se esqueçam de algum dos seus artigos habituais.
Com estas medidas, o serviço expandiu-se e esta empresa tinha, em 2001, trezentas novas lojas com internet shopping, triplicando a distribuição das compras online. Nas entregas, esta empresa cerca de sete mil colaboradores. Atualmente, as entregas desta empresa cobrem 90 por cento do Reino Unido.
Hoje em dia, já é possível encontrar na Tesco produtos que vão para além do seu core business, os quais se inserem na sua estratégia de aumentar o share of costumer: em vez de procurarem mais clientes para os seus produtos, procuram mais produtos para os seus clientes.
 

Fontes:
Mercator XXI - Teoria e Prática do Marketing
CMR 


Grupo 9

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Marketing Experencial


        O Marketing Experiencial é uma abordagem que explora todos os pontos de contacto entre as marcas e os consumidores de forma a provocar experiências que permitam uma maior aproximação e fidelização.
Segundo Erik Hauser, presidente da associação internacional de Marketing Experiencial, este conceito é o “novo paradigma” do sector.
O objetivo é tentar criar experiências de marca, através da realização de eventos inovadores, que envolvam os consumidores de maneira a que os conduzam a memórias posteriores, que o levem à preferência e fidelização no momento da compra. 




Grupo 6



Banco Alimentar Contra a Fome


    Uma organização sem fins lucrativos caracteriza-se por ser uma entidade de iniciativa privada que fornece serviços e bens às pessoas mais necessitadas para melhorar a sua qualidade de vida e daqueles que os rodeiam. Estas organizações sobrevivem através do trabalho voluntário e de donativos feitos por empresas e/ou particulares.
    Um exemplo deste tipo de organização é o banco alimentar contra a fome que foi criado em Portugal em 1990 por iniciativa de José Vaz Pinto. Caracteriza-se por ser uma organização sem fins lucrativos que assenta em valores como a partilha e a dávida, valores que se reflectem no dia-a-dia da organização, pois a sua missão é lutar contra o desperdício alimentar e ajudar aqueles que têm necessidades alimentares, mobilizando pessoas e/ou empresas através de donativos e recolhas de alimentos.
    Pode-se também dizer que, uma organização como o Banco Alimentar Contra a Fome, também vende um propósito: “a de que quem tem pode, através das suas doações, ajudar quem mais precisa”. Dispondo de um objectivo, ao qual o seu marketing continua a exercer com as mesmas finalidades que é contribuir para vender ideias. Desta forma, não está implícito o seu valor económico quanto a exploração, mas antes um valor social. Por outras palavras, esta organização também precisa de recorrer ao marketing, mas não vai com intenção de ter qualquer lucro com isso,mas pretende essencialmente conceber a implementação dos valores sociais.
    
Podem ajudar esta organização através de:
  • Participação na próxima recolha de alimentos que se realiza de 1 a 2 de Junho de 2013;
  • Donativo no site da organização - http://bancoalimentar.pt/
  • Participação na campanha “Papel por Alimentos”, onde a empresa recebe todo o tipo de papel que posteriormente será trocado por bens alimentares. 




Grupo 5 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Marketing de Guerrilha



O Marketing de Guerrilha, é uma nova técnica de comunicação que requer uma boa dose de originalidade, caracterizando-se essencialmente pela inesperada forma de interacção com os consumidores e pelo impacto surpresa que tem junto dos mesmos, tendo a “agradável” particularidade de não ser necessário despender muito dinheiro, o que é um factor de peso para as empresas financeiramente menos avantajadas.

Naturalmente, este tipo de marketing apresenta vantagens.
Desde logo, o facto de não “consumir” budjets elevados, permitindo que as agências e clientes corram mais riscos na sua comunicação. O risco associado é menor do que nas, bem mais caras, tradicionais formas de comunicação.
Outra das vantagens tem a ver com o impacto que normalmente as suas acções têm, gerando o efeito passa-a-palavra, podendo também despertar a atenção dos media e consecutiva cobertura gratuita.

No entanto, também apresenta desvantagens.
Este tipo de marketing tem a peculiaridade de despertar interesse, curiosidade e grandes doses de entusiasmo junto dos consumidores, levando os mesmos a criarem expectativas elevadas que podem não ver satisfeitas aquando da compra ou contacto com o produto ou serviço. Os consumidores podem sentir-se enganados e neste caso, o efeito passa-a-palavra pode ser devastador.
O Marketing de Guerrilha também é caracterizado pela realização de acções muito mais localizadas, pelo que não se podem esperar os mesmos resultados de uma comunicação mass market.

Vídeo Marketing de Guerrilha Social
Programa CRIATIVAR S01EP02

Entrevista André Rabanea
Fonte: Marketing Portugal (http://mktportugal.com/blog/?p=1787)

Entrevistador Pedro Garcia
Certamente que a maioria dos profissionais ou entusiastas de Marketing já ouviram falar em Marketing de Guerrilha. Contudo nem todos conseguem caracterizar o que realmente é a Guerrilha, sendo para muitos  uma tendência a seguir e para outros  apenas uma moda ou uma ferramenta  utilizada quase em exclusivo por pequenas empresas com recursos muito limitados.
Assim lançámos o desafio ao André Rabanea para nos falar um pouco de Marketing de Guerrilha.
O André Rabanea é especialista em Marketing de Guerrilha, CEO e fundador da primeira Agência de Guerrilha em Portugal: a Torke.
Actualmente a Torke já conta com 5 anos de actividade e recentemente o seu posicionamento foi reajustado, trazendo com ele um novo conceito (Boutique Guerrilla Agency) e uma nova forma de se assumir perante o mercado:
Marketing Portugal – O que é o Marketing de Guerrilha?
André Rabanea - Hoje já nem sei mais como definir. Em 1982 Jay Conrad achava uma coisa, em 2005 eu achava isso: O marketing de guerrilha é uma forma de envolver os consumidores com a marca. Não através da imposição mas através da conquista. É um conjunto de estratégias diferenciadas e inovadoras cujo objectivo é surpreender, pelo inesperado e pelo barulho, pela emoção, pela ousadia e pela agilidade e que, por isso mesmo, conquistam e seduzem os consumidores. Disto são exemplos estratégias como o marketing viral, ambush marketing, intervenções urbanas e performances, marketing invisível, blog marketing, PR stunts, etc….O mercado muda o conceito não pode ficar parado. Se é um conceito inovador não podemos mantê-lo intocável.
Marketing Portugal – Até há bem pouco tempo existia a percepção de que o Marketing de Guerrilha era apenas uma ferramenta utilizada por PME’s. Actualmente já começa a ser perceptível a importância do mesmo como parte integrante do Marketing Mix das empresas, será que esta tendência será para manter?
André Rabanea - Com certeza. Hoje os maiores clientes utilizam marketing de guerrilha.
Marketing Portugal – O que achas do “estado” do Marketing de Guerrilha em Portugal? É difícil realizar acções de Marketing de Guerrilha em Portugal?
André Rabanea - Acho bom! Não estamos atrás em termos de criatividade de outros países  e várias empresas já começam o fazer, algumas mais criativas qeu outras, algumas com mais experiência que outras, mas é um bom indicativo tantas empresas começarem a pedir e nascer novas agências nesta área.
Não é difícil, só depende do cliente.
Marketing Portugal – Quando falamos em Marketing de Guerrilha pensamos na expressão “desafiar os limites”.Até aonde vão esses limites e de que forma são eles controlados?
André Rabanea - Limite ta do lado do cliente, nunca do nosso. Pensávamos fora da caixa a 5 anos atrás…hoje nem sabemos onde está a tal da caixa.
Marketing Portugal – Actualmente ainda existe quem desconfie da utilização do Marketing de Guerrilha, consideras que é possível realizar Guerrilha em todos os modelos de negócio?
André Rabanea - Estamos a fazer para o ActivoBank.
Marketing Portugal – Quando os clientes pretendem realizar uma acção de Marketing de Guerrilha sabem o que os espera?
André Rabanea - Não sei, as vezes pedem sem saber o que pode aparecer. Os melhores clientes são os que já tem uma noção básica da guerrilha e do nosso portefólio  pois sabe do potencial que tem. As vezes o problema é que alguns clientes fazem uma acção de distribuição de flyer no metro, a agência chama isso de guerrilha e o cliente nunca mais vai querer fazer guerrilha. Ou pensa que guerrilha é sujar as ruas ou fazer malabares no semáforo.
Marketing Portugal – Qual foi o projecto que mais o marcou?
André Rabanea - Ixii, tem vários. Vários momentos importantes. Cases da Fox, Optimus e Peugeot foram os maiores e mais importantes destes 5 anos. Mas claro que os nosso próprios cases são marcantes, como a menor árvore da Europa, a invasão nas agências e o croquette awards.
Marketing Portugal – Qual a empresa ou marca para a qual gostarias de realizar uma acção de Marketing de Guerrilha?
André Rabanea - As marcas que tínhamos interesse já batemos a porta e já fizemos algo, não ia aguentar quieto. Mas queria que a Lego tivesse em Portugal e que a Mini apostasse em guerrilha como aposta lá fora.
Marketing Portugal – Por fim, como caracterizas o Marketing de Guerrilha numa única palavra?
André Rabanea - Disrupção criativa!
Exemplos de Campanhas realizadas peta agência Torke
Grupo 11